
Até que ponto conseguimos decidir algo sobre nossas vidas? Até onde cabe a nós decidir o que vai ser do amanhã ou como vamos reagir a determinadas situações? Até que ponto podemos escolher quem somos ou deixamos de ser? São tantas perguntas, tantas informações. Até que ponto posso influenciar a minha própria vida?
Não escolhi ser filha de quem sou. Não escolhi tantas diferenças. Aliás poucas as pessoas que realmente escolhem ser diferentes. Todo mundo quer ser especial, mas ser especial para se tornar membro de um grupo, e um grupo geralmente reúne objetos, ou neste caso, pessoas semelhantes.
Um homessexual, seja qual foro sexo, seja homem ou mulher, hindu ou católico, budista ou protestante, negro ou japonês jamais escolheu ser homossexual. Nesse caso não é questão de escolha: Ninguém em sã consciência opta por sofrer preconceito, discriminação. Ninguém escolhe ser rejeitado, muitas vezes rejeitado inclusive pela própria família. Ninguém que acredite em Deus ou não, escolhe que sua crença não tenha mais valor por algo alheio à sua decisão. Assim como os heterossexuais não escolhem de quem vão gostar. As meninas que sofrem por aquele cara galinha não escolheram gostar tanto de alguém que simplesmente não presta. Visão simplista? Talvez, mas é assim que eu enxergo o mundo. Já não disseram que o tal do amor é cego?
Muitas outras coisas fogem do controle de nossas mãos. Eu não escolhi ser uma ciumenta de plantão, mas posso escolher se vou demonstrar isso ou não! Sou insegura, mas se vou continuar sempre assim aí já são outros quinhentos, outras histórias. No fundo ninguém é o que deseja ser. Porque no fundo somos humanos e como tais somos passíveis de erro. Isso não quer dizer que o mundo está perdido, mas a vantagem de errar e ser humano é o aprendizado. É tentar ser melhor.
E tentar está dentro das nossas escolhas, dentro daquilo que cabe a nós decidirmos se queremos ou não as mudanças necessárias.
Mas mudar pode doer. Mas pense pelo lado bom: "Todo diamante nasce bruto, o processo de lapidação é que o torna precioso."