
Vamos escrever e desabafar, colocar pra fora tudo o que incomoda, vamos sofrer e chorar.
E chorando tentamos em vão limpar a alma das impurezas, das tristezas que insistem em me abalar.
Então vamos lá, alimentar as mágoas, insistir nos erros, persistir na solidão.
Então vamos lá, vamos desabafar: Eu vou dizer que preciso mudar, vou dizer que quero mudar, dizer que quero mesmo consertar os erros cometidos.
Então vamos lá, e fingimos estar bem, tapando a ferida, escondendo o sangue que ainda jorra do coração partido.
Vamos manter a distância, sermos hipócritas e fingir que nada aconteceu e que tudo está bem. Então eu não agüento mais, me desespero, porém sem perder a calma!
Então eu me ajoelho, olho pro alto e rezo.
Então eu me revolto, me pergunto o porquê...
Daí eu descubro que essa pergunta não tem resposta!
Me pergunto por quê fugir?
Me pergunto qual foi realmente o meu erro. Me culpo!
Será que criei um monstro? Um ser frio, que nem mesmo as palavras conseguem tocar?
Me pergunto para onde foi o passado, que agora foi tão fácilmente apagado...
Eu quero apenas viver. Apenas ser feliz, me realizar.
Eu quero ser gente, ser cristã, ser filha, ser amiga, ser namorada e quem sabe esposa e quem sabe mãe...
Ouvindo:"Não foi assim que eu sonhei a nossa vida,A despedida seria até logo mais...Mas a vida não permite ensaios,Não há raios antes do trovão,Não olhe para mim como se eu fosse invisível...Como se fosse possível enxergar nessa escuridão....Não olhe pra trás (odeio despedidas" Até Mais /Engenheiros do Hawaii




