
Os sentimentos precisam sair, precisam fluir. Preciso dessa purificação, desse purgar sem cessar...
Um golpe na cara, um chute no fígado, um coração em pedaços, um amor mal resolvido. E a vida se perde entre os dedos, as esperanças escorrem entre as mãos. E nada sobra. E nada parece querer continuar.
Pra citar Djavan: "Longe de ti o tempo parou, ninguém sabe o que eu sofri..." Poesias torpe, idéias imundas. Nojo de mim. Insensível. Insensibilidade. E agora me pergunto: Onde foi parar a porcaria do respeito que me disseram ainda existir?
Um tapa na cara, um chute no estômago. E passo mal com lembranças. E vem a ânsia do vômito. E ponho tudo pra fora. Mas a ferida permanece aberta, permace cheia de pus.
Por dentro tudo está podre, afinal nada sobrou. Pensamos de forma diferente. Eu tinha esperanças no dia de amanhã... Mas a pedra de gelo das tuas feridas, a tua insensatez, tudo isso conseguiu ser maior do que todas as minhas conquistas. Você tinha um reino, você tinha um reinado. E ninguém te ameaçava.
Eu fazia guerras por teu nome... E você me respondeu que não tinha argumentos. Eu também nunca tive.
Me pergunto: qual culpa será a maior? A minha ou a tua?
Não aguento mais carregar minhas promessas, não suporto mais o peso nas minhas costas.
E coloco tudo pra fora.
E as palavras vêm num turbilhão.
E eu não aguento mais tantas sensações misturadas em mim.
Ouvindo: "O tempo é rei, a vida é uma lição...E um dia a gente cresce,nossa essência e ganha experiência...E aprende o que é raiz então cria consciência" Senhor do Tempo/Charlie Brown Jr
PS: texto escrito à varios dias, porém como estou tentando evitar a net, os textos foram escritos no caderno e só agora estou tendo tempo para posta-los ( Mas agora estou ótima... O texto ja não faz tanto sentido... mas foi um momento meu e por isso achei que deveria estar no 'meu mundinho"
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