
De vez em quando, ainda sinto que eu sou criança...
Sempre que eu saio pra viajar com os meus pais; quando vou pra jantares de família no fim do ano; quando meu pai me chama de Nilinha; quando assisto Castelo Rá-tim-bum, O mundo da Lua, Rá-tim-bum e todos os clássicos da Tv Cultura; quando como a comida de mainha; quando brigo com o meus irmãos e faço as pazes logo; quando ligo pro meu pai: “Venha me buscar”; quando ainda rio do Chaves e do Pica-Pau; quando leio as Revistinhas da Turma da Mônica; quando vou comprar material escolar novo; quando assisto os Jetsons, os Flinstones, Luluzinha, Os Ursinhos Carinhosos, Sailor Moon e todos os desenhos dos anos 80; quando passo a tarde jogando videogame; quando escuto: “Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo”, ou “Tá na hora, tá na hora, tá na hora de brincar” ou “Eu danço pop pop, eu danço pop pop” ou “Que você foi fazer no mato Maria Chiquinha?”; quando vejo as minhas roupinhas da Barbie; quando suspiro com um “E viveram felizes para sempre.”; quando vou apresentar uma peça ou um trabalho e dá aquele friozinho bom na barriga; quando tenho um lápis e um papel na mão e sinto que tenho o mundo; quando estudo com vontade de aprender; quando assisto super atenta aos novos comerciais da TV; quando como chocolate sem me preocupar se vou engordar ou ter celulite; quando danço e canto sem me importar com o que os outros estão pensando; quando fico me maquiando em frente ao espelho só pra ficar em casa mesmo; quando rio até a barriga ficar doendo (ai, como isso é bom); quando acho um saco acordar cedo pra ir trabalhar; quando assisto os filmes e fico dizendo: “eu sou essa”; quando vejo os calouros na tv e lembro que eu queria ser famosa e conhecer Sílvio Santos; quando vou à festinha de criança e fico conversando com elas (sim, as conversas são bem proveitosas); quando saio de casa sem me preocupar com o que estão pensando da minha roupa; quando passo o dia sem fazer nada de mais e mesmo assim, me sinto feliz; quando “fico de mal para sempre” e “fico de bem” uma hora depois; quando corro sem me preocupar com a queda, e se caio, me levanto, sacudo a poeira e corro novamente; quando choro sem vergonha de ninguém; quando consigo colocar um sorriso no rosto logo depois das lágrimas derramadas; quando vivo sem me preocupar tanto com o futuro, mas sim com o momento, aproveitando todas as brincadeiras, conversas, quedas, manhãs, tardes e noites, como se fossem os últimos; quando consigo ser eu mesma...
E sempre que penso/faço/ajo dessa forma, sei que ainda existe uma criança
em mim... E que ela viverá sempre que eu quiser! Basta que eu deixe que ela mande no meu coração...
Feliz Dia das Crianças para todas as crianças de todas as idades!
Ouvindo: “Depende nós quem já foi ou ainda é criança, que acredita ou tem esperança, quem faz tudo pra um mundo melhor. Depende de nós que o circo esteja armado, que o palhaço esteja engraçado, que o riso esteja no ar.” Ivan Lins
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