
Saudade é sentimento mais estranho que existe.
Noites mal-dormidas me fazem conversar com o teto sobre isso.
Conto a ele, enquanto ele me ouve calado, lembro de coisas tão babacas. E eu não sei porque mas relaciono saudades à amor.
Passamos a madrugada filosofando: eu e o teto, que me olhava calado, às vezes a rir das bobeiras que eu estava lembrando, às vezes com lágrimas nos olhos de ver que tudo simplesmente passou.
O engraçado é que eu sempre acho que é "pra sempre". Daí dói quando acaba.
Pior é quando acaba (e sim estou falando de amores) e as duas partes envolvidas na relação ainda gostam uma da outra.
Ruim quando acaba por distância, quando acaba por tempo... Aliás é sempre ruim quando algo bom acaba.
O tempo passa, os dias se arrastam, você continua a viver, sofre, se descabela, mas com o tempo as feridas vão fechando, aí um belo dia você acorda no meio da noite bem sem sono... E fica pensando em tudo o que aconteceu.
E o teto a me fitar os olhos, a olhar minhas mãos que insistiam em censurar uma lágrima teimosa... Pois é... a palavra da semana é saudade.
( No post anterior não coloquei a observação, mas achei esses dois textos em um dos meus papéis guardados- textos ecritos e guardados-, estavam sem data, mas achei bonitinhos, apesar de tristes e de não ter muito a ver com meu momento atual, mas resolvi posta-los).
Nenhum comentário:
Postar um comentário