sexta-feira, outubro 27, 2006

Amigoooooooooooossssssssssssssssss


Pois bem, volto aqui, já não me sinto mais um ET.

Tenho deixado para escrever mui tarde, acabo perdendo o pique, a empolgação e às vezes até mesmo o assunto. MSN Messenger neste momento está offline, não tenho mais paciência para responder as mesmas perguntas e depois calar-me.
Procuro por amizades que saiam da virtualidade, procuro amores que sejam reais. Segundo Pierre Levy "virtual é o que existe em potência e não em ato..." logo, existe a possiblidade de que eu encontre um amor, mas o fato mesmo ainda não aconteceu...
Não sei se foi a proximidade da data, se é TPM ou ainda se é saudade de um certo alguém...
Uma necessidade de doar-se por alguém, uma vontade de ouvir uma voz conhecida ao telefone que me ligue apenas para saber como foi meu dia e se eu melhorei da bendita gastrite.

Nós somos tão possessivos, que quando temos que perder algo ou alguém achamos a tarefa simplesmente impossível...
Mais do que aprender a perder coisas, precisamos aprender a perder pessoas, nada é pra sempre visto que o que é bom dura o suficiente para se tornar inesquecível.
Mas ainda assim, mesmo tendo afirmado que nada é para sempre, ouso dizer que amizades verdadeiras resistem ao tempo, à distância e aos problemas, sejam eles qual forem...
Na verdade chego a arriscar que é realmente na tribulação que a gente vê quem tá do nosso lado mesmo. Dificilmente alguém vai se interessar por outra pessoa que esteja ou seja triste, que passe por problemas de qualquer tipo.
Se alguém vier falar contigo, se interessar pelo que você passa e se propor a ajudar quando você estiver mal, conserva essa pessoa do teu lado o quanto puder. E tenha a certeza de que esta pessoa mesmo distante sempre se lembrará de você.

E se um amigo falha, porque não é um verdadeiro amigo, podemos acusá-lo, culpando o seu carácter, a sua fraqueza? Quanto vale aquela amizade, em que só amamos o outro pela sua virtude, fidelidade e perseverança? Quanto vale qualquer afecto que espera recompensa? Não seria nosso dever aceitar o amigo infiel da mesma maneira que o amigo abnegado e fiel? Não seria isso o verdadeiro conteúdo de todas as relações humanas, esse altruísmo que não quer nada e não espera nada, absolutamente nada do outro? E quanto mais dá, menos espera em troca? E se entrega ao outro toda a confiança de uma juventude, toda a abnegação da idade viril e finalmente oferece a coisa mais preciosa que um ser humano pode proporcionar a outro ser humano, a sua confiança absoluta, cega e apaixonada, e depois se vê confrontado com o facto de o outro ser infiel e vil, tem direito de se ofender, de exigir vingança? E se se ofende e grita por vingança, era realmente amigo, o traído e abandonado?
Sándor Márai, in 'As Velas Ardem Até ao Fim' "
PS: A mocinha da foto...é Aninha....(minha mamãe na facul), alguem a quem muito devo..... e espero te-la presente para o rsto de minha vida.... obrigada pelas broncas e puxões de orelha...e tbm pelo carinho e afeição dedicado a mim.. Te amuuuuuuuuuuuuu....

Um comentário:

Anônimo disse...

Dan estarei sendo, cansativa se disser que adorei oque escreveu, sabe ando sentindo o mesmo que você, falta de amigos de verdade, estou cansada de pessoas que agem de um jeito com um monitor na frente e outro quando estamos cara a cara, estou também reavaliando minhas prioridades, estou tb reavaliando tudo e todos a minha volta, acho que estou passando por um processo muito doloroso.
Segundo um grande pensador: "Para concertar, tem que quebrar", pois bem que se quebre, tudo que naum tem valia para a minha felicidade, tenho que apegado demais a mentiras para ser feliz, criei um mundo que naum existe, e pensei que seria feliz se me escondesse dentro dele, mas naum deu certo, pelo contrário só me fez sofrer mais ainda e criar ilusões e fantasias que me afastaram a realidade.
Hoje estou realaviando meus ideais, minhas metas, quem era.
Acabei de atualizar o meu blog, mas serei obrigada a voltar lá e fazer referência ao que isse. Dá uma passadinha lá e diga se concorda. bjs. te amu